sábado, 13 de agosto de 2011

um pouco..

Parece até que é de propósito: Eu passo um tempão distante, aí quando apareço, apareço reclamando da vida e de tudo...
Vai entender, oras, porque diabos estou aqui escrevendo irritações, inconstâncias, mágoas e até mesmo indignações.. O importante é que estou aqui prá escrever..

Hoje o dia está sendo muito irritadiço..nada me agrada, não tenho vontade de muitas coisas e nem mesmo tento. Estou preocupado com algumas coisas, procurando novos sons, e suplicando por novas idéias para compor..Além de me sentir físicamente esgotado.
Segunda vai começar a rotina e dessa vez de um jeito que eu nunca havia experimentado. Vai ser um teste de aço prá mim mesmo. Quero ver se ao fim dessa fase vou ser ainda amante das rotinas.
Fazendo um apanhado geral, eu realmente nem tenho do que reclamar.. Sinceramente. Mas leonino é assim mesmo.
Eu só sei que decidi dar um 360 na minha vida. Vamo ver no que vai dar...

domingo, 29 de maio de 2011

Valeu, garotos!


foram sensacionais.

melancholia...

Sou um cara diferente. Eu consigo algumas vezes, ver o real sentido das coisas, ver como o passado muitas vezes responde o futuro.
Dá prá ver hoje, que esse mesmo céu estava assim há alguns anos atrás. Mesma configuração de nuvens, a mesma profundidade nesse imensidão.
A música de sempre, porém, algumas vezes soa diferente. Hoje a mesma música de sempre soou assim. Ficou viva aos meus ouvidos, me fazendo pensar numa velocidade abstrável..
Deve ser tristeza, mas nem estou triste mesmo. Garanto.
Melancolia. Essa é a palavra. 

sábado, 30 de abril de 2011

Uma análise do que sobrou do céu...

Ouvindo música, meu player parou na faixa 04 do cd lado b lado a, do grupo carioca, o rappa. Parei prá tentar entender a letra, já que estou num momento mais sensível, e vi realmente o quão ela é bonita e sugestiva.
E o mais intrigante é que ela é tão simples (falo de letra e música mesmo), que nos faz muitas vezes deixar passar despercebido a essência real dela.

O que sobrou do céu.
(o rappa)

"Faltou luz, mas era dia, o sol invadiu a sala. Fez da tv um espelho, refletindo o que a gente esquecia. Faltou luz, mas era dia."

 - Podemos deduzir que a partir do momento que nos desprendemos das coisas que nos alienam, conseguimos ver toda a beleza existente nas coisas que nos cercam. Por mais simples que sejam elas. O que na verdade é o grande arauto da letra: a simplicidade.
Ou também que na falta de discernimento, sempre vai ter alguma coisa que a gente esqueceu, nos dando a razão de viver, ou algum tipo de sapiência. Por isso: "faltou luz, mas era dia."

"o som das crianças brincando na rua como se fosse um quintal, a cerveja gelada na esquina como se espantasse o mal, um chá prá curar essa azia, o bom chá prá curar essa azia."
 
-Usando-se da idéia posta anteriormente, o compositor vai listando o que pode ser facilmente negligenciado pelas pessoas no seu dia-a-dia: Crianças com sua pureza de brincar e esquecer do mundo, e ao mesmo tempo sendo criativas, fazendo com que qualquer lugar seja lugar prá diversão e felicidade; o fato do bar ter se tornado um lugar prá reunir as pessoas que andavam dispersas e como se fizesse tudo ficar bem com as gargalhadas e toda a festa dessa reunião. Daí é como se sem querer ele perguntasse se existe coisa melhor no mundo que essas coisas simples.

"todas as ciências de baixa tecnologia, todas as cores escondidas nas nuvens da rotina, prá gente ver por entre prédios e nós, prá gente ver o que sobrou do céu."    

-Aqui tenta dar um sentido didático ao que havia citado anteriormente. Usando formas sintáticas e sinônimos apelativos para fazer o ouvinte se atentar sobre o tema e sua urgência. Quando fala em "ciências de baixa tecnologia", meio que se refere as artes, o lazer, o esporte, que de forma simples podemos alcançar, gozar delas. Conseguir ver as cores escondidas no concreto da cidade, no cinza da infelicidade, das mesmas coisas sempre e da preocupação. E observar além daquela coisa concentrada, irritadiça que é o nó. E finalmente ver o que sobrou do céu. Parecendo se apropriar da palavra céu ao se remeter àquele tempo passado, tempo de brincar na rua de pés descalços, na chuva, sem se preocupar com certas condições de atualmente. Que realmente é maravilhoso ter na vida: a simplicidade.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Recomendo.






     Bom demais ver Viva o Gordo, Tv Pirata, Som Brasil, Escolinha do Professor Raimundo, Chico Total, Os normais, Retrato Falado e Brava Gente no mesmo local.

sábado, 9 de abril de 2011

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Noctiluca- Jorge Drexler


La noche estaba cerrada,
Y las heridas abiertas.
Y yo que iba a ser tu padre buscaba sin encontrarme,
En una playa desierta.
Tenía la edad aquella en que la certeza caduca,
Y de pronto al mirar el mar vi que el mar brillaba con un brillar de noctilucas.
Algo de aquel asombro debió anunciarme que llegarías,
Pues yo desde mis escombros al igual que el mar sentí que fosforecía.
Supe sin entenderlo de tu alegría anticipada,
Un dia entenderás que habla de ti esta canción encandilada.
Brilla noctiluca,
Un punto en el mar oscuro,
Dónde la luz se acurruca.


sábado, 26 de março de 2011

Descobrindo o amor de novo...


Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

Composição : Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha

Legião Urbana cover, campeã da primeira eliminatória do coverama 2011.



Obrigado a todos. Estamos na final. Nos vemos em novembro!
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